La Marcha de 150.000.000

Escribe Joaquim M. Magalháes

en Poesia Espanhola, Anos 90
(Relógio d’Água Editores, Lisboa, 2000):

"(…) 150 000 000 faz parte de um poema de Maiakovski em que se implica o avanço (hoje em dia bem claro) dos habitantes das zonas mais pobres para as regióes mais ricas, com todos os problemas reconhecidamente envolvidos. Juntamente com a exploraçáo dos países do Sul pelos países do Norte, o envenenamento e desertificaçáo ambientáis nas regióes mais desfavorecidas, o olhar sobre os depauperados e os desprotegidos, compreenderemos as raízes (que buscam um tom épico) desta poesia. Estamos perante um modo inovador de fazer poesia obviamente política, com una tensáo construtiva que náo a esquece como fazer poético do histórico, do sociológico, do poético. Nos seus versos encontramos, entre outros, envios explícitos a Bakunine, Marx ou Mao Tsé-tung, a pensadores como Martin Buber, aos teólogos da libertaçáo, bem como aos Antigo e Novo Testamentos. Entre esses momentos mais declaradamente políticos, outros surgem decididamente voltados para urna generalizaçáo dos desgastes do mundo sobre a intimidade autoral (…)"

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